quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Gestão de arquivos e a Importância de um profissional da informação

Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.14, n.1, p.216-237, jan./jun., 2009.



GESTÃO DE ARQUIVOS E A IMPORTÂNCIA DE UM

PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO:


 análise do cartório do 2º

ofício de registro de imóveis


Marcelo Cavaglieri

Uberdan dos Santos Lopes

Osias do Rosário

Resumo:
Um dos maiores desafios do profissional da informação é conseguir aliar

os processos de gestão de uma Unidade de Informação aos diversos fatores que

influenciam na qualidade total dos serviços prestados. Para isso, é necessário que

esteja claro não só os objetivos da organização, mas também de seus usuários, de

modo que o profissional possa desenvolver mecanismos eficazes a fim de propiciar

a satisfação final de seus clientes. Neste sentido, o intitulado artigo pretende

discutir alguns desses processos aliados a experiências vivenciadas no arquivo do

2º Ofício de Registro de Imóveis. Além de mostrar a importância de um

profissional da informação atuando não só na guarda e recuperação da informação,

mas também na preservação da memória institucional e na tomada de decisão.

Palavras-chave
: Arquivo. Gestão de arquivos. Gestão documental. Profissional da

informação. Arquivo cartorário.

1 INTRODUÇÃO

Sentindo a necessidade de ter uma organização competitiva e

eficaz frente às novas necessidades de mercado, profissionais da

informação vêm aderindo e fomentando técnicas de gestão para

aprimorar seus conhecimentos e habilidades no seu trabalho.

No âmbito das instituições sejam elas públicas ou privadas,

sente-se cada vez mais a necessidade de organização, seja nas esferas

de seus atos administrativos, ou então, o resultado desses que é a sua

massa documental, que tem significativa importância para essas

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instituições, pois são eles que justificam e provam seus atos

administrativos e de negócio perante a sociedade.

Logo o profissional, como qualquer organização, necessita

evoluir e acompanhar as transformações da sociedade, inclusive do

mercado ao que faz parte. Não basta apenas praticar o básico, é

necessário fazer a diferença aderindo novas técnicas para

acompanhar as tendências desse mercado competitivo.

Daí a importante capacidade de criar e empregar novas

técnicas de trabalho, num ambiente que pauta pela qualidade e

agilidade nos seus processos de trabalho, deste modo, a gestão que

será abordada neste trabalho é um importante veículo para as

tomadas de decisões. Segundo Barreto et al (1997) a gestão consiste

não só de um conjunto de ferramentas, como também de uma

adequada visão e compreensão do negócio em si. A gestão não é uma

ciência propriamente dita em que resultados preestabelecidos são

fatalmente obtidos quando se aplicam os métodos prescritos.

Dessa forma, o profissional da informação deve adquirir

habilidades não só para lidar com as novas tecnologias, mas também

compreender o ambiente interno e externo em que a instituição está

inserida, de modo que possa criar vantagens competitivas e aderir às

inovações bem sucedidas.

Ao trabalhar com arquivos, temos que ter consciência de

processos importantes que são a conservação e preservação dos

documentos e sua disponibilização, pois são eles que nos remetem a

história de uma instituição, do Estado ou até mesmo da memória da

nossa pátria. Segundo o Dicionário Brasileiro de Terminologia

Arquivística a definição de conservação é “Ato ou efeito de

promover a preservação e a restauração dos documentos”

(ESTEVÃO, 2008, p. 45).

O mesmo Subsídio apresenta um conceito de preservação

como: “Prevenção da deterioração e danos em documentos, por meio

de adequado do controle ambiental e/ou tratamento físico e/ou

químico” (ESTEVÃO, 2008, p. 129).

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O arquivo é um ambiente onde são garantidas a integração e

interação do indivíduo com seu passado, onde é atendido o exercício

pleno da cidadania. Os arquivos são órgãos que auxiliam e servem

diretamente suas instituições, daí a justificativa de se ter um arquivo

organizado, e um profissional que busque constantemente priorizar

essa gestão organizacional.

De tal modo a gestão de documentos se constitui num

caminho seguro, ágil e eficiente para as empresas se destacarem de

seus concorrentes, prevenindo principalmente que essa massa

documental não se perca ao longo de sua tramitação. Isso vem

fundamentando a qualidade dos serviços prestados pelos arquivos,

com a melhor administração sobre as informações que produzem e

recebem.

O presente trabalho tem a finalidade de discutir a atuação do

profissional da informação no âmbito de um arquivo cartorial,

destacando os métodos organizacionais, as ferramentas de gestão nas

tomadas de decisão e mostrar a importância da inserção desse

profissional nessas esferas.

2 CARACTERIZAÇÃO DA UNIDADE DE INFORMAÇÃO

O 2° Ofício do Registro de Imóveis foi criado pela Lei 1948

de 27.12.1958 com jurisdição nos distritos da Ilha de Santa Catarina,

com exceção da sede (bairro Centro) e do sub-distrito do bairro

Estreito que são de competência do 1° e 3° Ofícios de Registro

respectivamente. O cartório possui como titular a Sra. Gleci Palma

Ribeiro Melo e funciona em sua sede própria na Rua General

Bittencourt, 239 no Centro de Florianópolis-SC (SEGUNDO

OFÍCIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS, 2008).

Os cartórios ou registros são organizações técnicas e

administrativas destinadas a garantir a publicidade, autenticidade,

segurança e eficácia dos atos jurídicos, garantindo com isso o

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cumprimento da lei. Cada tipo de cartório tem finalidades aliado as

suas competências distintas. A responsabilidade dos cartórios de

registros de imóveis é fazer cumprir os termos da lei, através de

serviços de registros, averbações dos títulos de propriedade ou dos

atos constitutivos, declaratórios e translativos dos direitos reais dos

imóveis, preservando a história e configurando algo permanente em

seu registro (CERTIFIXE, 2008).

O arquivo do 2° Ofício do Registro de Imóveis está

localizado em uma sala de 37 m² que foi construída com o objetivo

de proteger a documentação de incêndios e intempéries, por isso, as

paredes, o teto e o piso são de concreto com 15 cm de espessura.

Existe uma única entrada com porta metálica que também é antichama.

O objetivo desta unidade é proporcionar uma rápida e ágil

recuperação da informação, permitindo um atendimento eficiente aos

usuários da mesma de forma que as partes envolvidas no processo

sejam beneficiadas, a instituição por prestar um serviço de qualidade

e os usuários desta por sentirem-se satisfeitos, atendendo suas

necessidades.

O acervo da instituição é composto atualmente por cerca de

93.000 matrículas de registros de imóveis, em fichas

individualizadas, 69 livros manuscritos de registros de imóveis, de

hipotecas, penhoras, protocolos, entre outros, dos quais, grande parte

já se encontra transladados para as matrículas, 5.811 matrículas do

livro 3 R/A (Registros auxiliares: pactos antenupciais, convenções de

condomínios, cédulas de créditos rural e industrial), 146.054

cadastros de indicadores pessoais, 78m lineares de documentos

(composto por: Alteração da Razão Social/ Contrato Social,

Alienação Fiduciária, Alteração da Descrição, Alteração de nome e

número de rua, Cancelamento de Hipoteca, Cancelamento/ Alteração

de Condições, Carta de Arrematação, Casamentos e Óbitos, Cédulas,

Certidão da PMF, Certidão de Usucapião, Cessão de Direitos de

Crédito, Contratos de Bancos financiadores de imóveis, Contratos de

Institutos de Reforma Agrária, Contratos da Companhia de

Habitação, Desmembramento, Distrato de Compromisso, Escritura

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de Fora, Correção de Nomes e Documentos Pessoais, Incorporações

de Edifícios, Integralização de capital, Loteamento e

Desmembramento Impugnado, Documentos Diversos, Separação e

Divórcio, Retificação de Área, e Unificação.

As demandas informacionais dos funcionários, considerados

neste contexto usuários internos, exigem rapidez e agilidade na busca

para a recuperação das informações, pois está intrinsecamente ligada

à satisfação dos usuários externos. Os processos que giram no

cartório estão envolvidos diretamente com diversos setores, de modo

que o arquivo acaba sendo fonte de pesquisa e importante meio de

acesso e essas informações, devendo assim, interagir e conhecer os

procedimentos dos mesmos para melhor atender suas necessidades.

3 GESTÃO DOCUMENTAL DO ARQUIVO DO CARTÓRIO

Com o crescimento das organizações, vários problemas foram

surgindo, a massa documental foi crescendo e foi necessário estudar

novas técnicas de armazenagem e recuperação desses documentos.

De acordo com Carvalho e Longo (2002) o sistema de

arquivos é considerado a solução viável por instituições para

administrar a produção documental desde a geração ou recebimento

até seu destino final, com ênfase na conservação, compartilhamento e

disseminação das informações geradas pelas relações internas e

externas da instituição.

Em muitas organizações, os arquivos ainda são considerados

locais de depósitos de coisas velhas que não tem mais serventia, só

dispensando o devido valor no momento em que setores que

compõem a organização precisarem recuperar documentos

importantes, seja para a tomada de decisão nos negócios da empresa

ou nos atos que comprovem suas atividades perante o fisco, que por

sua vez foram arquivados sem nenhuma técnica arquivística e de

recuperabilidade.

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Para isso, cabe ao profissional agregar valor ao acervo e

provar sua real importância, desmistificando os paradigmas que

impuseram aos arquivos, demonstrando através de uma organização

eficiente que venha atender com exclusividade e sem medidas de

esforços aos anseios da comunidade usuária desta unidade, seja ela o

quadro funcional da empresa ou até mesmo aos clientes dessa

instituição.

Infelizmente, muitos são os arquivos que ainda não possuem

profissionais qualificados para trabalhar com o tratamento e

gerenciamento desses documentos. A maioria dos acervos é

composta por documentos permanentes, de cunho histórico, e que

merecem um cuidado especial, porém por motivos de ingerência

acaba se deteriorando ou sendo extraviado por não ter um tratamento

adequado, com condições mínimas de preservação do acervo.

Para que seja possível mudar essa realidade é necessário à

implantação de um processo de gestão documental, com o intuito de

organizar de modo eficiente a produção e gerenciar a organização e

preservação dessa massa documental de modo a segurar a

recuperação e disseminação da informação.

Segundo Borszcz (2005, p. 3), “as atividades relacionadas à

gestão de documentos devem ser vistas como um dos processos mais

importantes para garantia da sobrevivência e crescimento das

empresas [...]”. Profissionais capacitados atuando em tais

organizações tornam-nas mais competitivas ao possibilitar o fluxo

agilizado das informações necessárias. Algo fundamental para o

desenvolvimento de qualquer empresa.

Esta gestão documental tem sua finalidade cumprida, no

atendimento aos usuários dessa instituição, que buscam por

documentos que venham comprovar as transações registradas nos

imóveis, seja ele através de qualquer ato registrado na matrícula do

imóvel. Ao atender esse público, sentiu-se a necessidade de uma

organização minuciosa e criteriosa, para que assim sua recuperação

seja breve de forma a tender os prazos notariais.

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Para que possamos entender o funcionamento de um arquivo

e escolher o método de arquivamento é necessário que se entenda o

que é um arquivo e o funcionamento de sua gestão documental. A

Lei n. 8159, de 8 de janeiro de 1991, em seu art. 2º, refere-se aos

arquivos como:

Conjuntos de documentos produzidos e recebidos por

órgãos públicos, instituições de caráter público e

entidades privadas, em decorrência do exercício de

atividades especificas, bem como por pessoa física,

qualquer seja o suporte da informação ou a natureza

dos documentos (BRASIL, 1991, p. 1).

A lei destaca ainda em seu artigo 3º a importância da gestão

de documentos como “conjunto de procedimentos e operações

técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e

arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua

eliminação ou recolhimento para guarda permanente” (BRASIL,

1991, p. 1).

Neste contexto, entende-se a importância de um arquivo de

cartório organizado, que permite um atendimento rápido e de

informações precisas para os clientes dos mesmos. De acordo com o

tipo de cartório, sua documentação será arquivada obedecendo a uma

seqüência lógica que permitirá um acesso facilitado, uma vez que a

busca por documentos nos arquivos é uma atividade diária e de

extrema importância e responsabilidade.

Com a contratação de um profissional especializado, o

primeiro passo foi realizar um diagnóstico da situação real em que o

arquivo se encontrava e quais tipos de documentos envolviam a

gestão de um cartório de registro de imóveis.

Segundo Cornelsen; Nelli (2004) o diagnóstico de um arquivo

deve iniciar pela análise situacional, onde devemos identificar a

estrutura, as funções e as atividades, além do fluxo de informações

que permeiam a organização, permitindo identificar o momento em

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que o documento é produzido, como é utilizado e quais suas reais

necessidades.

Através de estudos, constatou-se que todos os documentos

são permanentes, servindo como forma de comprovação das

transações realizadas nos imóveis e que dessa forma mereciam um

cuidado especial em sua conservação, não sendo necessária a

confecção de uma tabela de temporalidade.

Contudo, o principal desafio era a conservação do acervo e a

organização física dos documentos, e num segundo momento estudar

um software de gerenciamento eletrônico de documentos, pois de

nada adianta termos sistemas computadorizados se nem ao menos

conseguimos localizar fisicamente um documento.

Para a preservação e conservação dos documentos, foi

apresentada a Administração do Cartório a necessidade de aquisição

de equipamento para esterilização do ambiente, sendo prontamente

adquiridos esterilizadores que completam junto com o controle de ar

e umidade a controle desse ambiente, para que assim possa receber

os documentos. O mobiliário apesar de ser pouco convencional para

um arquivo é bastante funcional e agradável visivelmente, mesmo

sendo projetado inadequadamente e apresentando prateleiras mal

distribuídas e que pouco otimizaram o espaço físico, as quais após

análise foram feitas algumas adaptações buscando aproveitar melhor

esse espaço, que atualmente é bastante escasso.

Quanto aos equipamentos de informática, que auxiliam nas

atividades que o arquivo desenvolve, estes foram todos substituídos

por equipamentos de última geração. Atualmente, conta-se com três

computadores modernos, dois scanners portáteis com grande

capacidade de processamento e ainda um terceiro de mesa,

disponível para executar atividades mais específicas, como escanear

documentos em tamanho A2, slides, microfichas e negativos. Conta

ainda com software para tratamento de imagens, impressora a laser,

leitor óptico de código de barras, guilhotina e em breve triturador,

desfragmentador de papel.

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Devido a alguns fatores de cunho histórico e técnicoadministrativo,

foi adquirido e está em fase de implantação desde o

início deste ano, o software para gerenciamento do cartório chamado

ESCRIBA, pois o antigo, conhecido por CACHÉ, apesar de ágil era

bastante defasado em termos de segurança e controle dos atos

praticados. Além de a interface ser pouco amigável visualmente, não

dispunha de módulos para organização e controle dos documentos

arquivísticos.

O atual sistema é desenvolvido em Banco de Dados MySql

que gerencia em seus módulos: de Recepção (para certidões e

serviços), Administração (para controle de caixa e da movimentação

das certidões e serviços nos setores do cartório), Livros (para

gerenciamento e controle dos livros de protocolo, matrícula, registro

auxiliares, indicador real e indicador pessoal), Cadastro, Consulta

(aos livros) e Transcrição, todas as atividades do Cartório, além de

possibilitar o gerenciamento dos documentos físicos e digitais da

instituição.

O gerenciamentos físico, que é bastante simples, indica

exatamente o “endereço” de cada documento arquivado, bastando

para isso relacionar o documento necessitado, com o número da

matrícula do imóvel, visualizando esta e selecionando o ato

correspondente e clicando na “aba” observações, o que mostrará qual

tipo de documento e pasta, bem como onde está localizado tal

documento. Também por este caminho é possível a visualização da

versão digital escaneada, o que possibilita com maior segurança e

rapidez, atendendo tanto as necessidades internas da instituição,

quanto às solicitações externas de clientes.

Está em fase de implementação, o setor de digitalização do

cartório, este será responsável pelo escaneamento de todos os

documentos apresentados pelos clientes externos do cartório, sejam

estes devidamente registrados/averbados, ou não, serviço este que

devido ao grande volume diário, será separado dos documentos que

efetivamente foram registrados/averbados nas matriculas de imóveis

relacionadas.

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Devido a este fato, o arquivo conta com um funcionário que é

formando do curso de biblioteconomia, desenvolvendo atividades de

escaneamento e tratamento digital dos documentos do arquivo, tanto

os recentemente arquivados, quanto os antigos.

Com a implantação deste sistema e após o tratamento de todo

o acervo, evidentemente cessará a retirada destes documentos do

arquivo o que além de possibilitar o ganho de tempo extra, para a

aplicação em outras tarefas inerentes ao setor, fará também com que

se ganhe em muito na preservação dos documentos, devido à queda

do manuseio com fotocópias etc., possibilitando ainda o

fornecimento de fotocópias autenticadas no momento da solicitação

no balcão de recepção aos clientes bem como a visualização imediata

destes pelos diversos setores internos deste Ofício Imobiliário.

3.1 ORGANIZAÇÃO DO ACERVO

Após o término dessas análises, iniciou-se o processo de

organização do acervo. O primeiro passo foi à escolha do método de

arquivamento.

De acordo com Rodriguez (2008) dificilmente uma

organização emprega um único método de arquivamento, porém,

através da análise cuidadosa das atividades da instituição aliada a

observação de como os documentos são solicitados, se torna possível

definir um método principal a ser adotado e quais seus auxiliares.

Para escolha do método analisou-se a forma de como os

documentos já estavam arquivados e principalmente a forma de

como eles eram solicitados pelos usuários. Verificou-se que

geralmente era requererido o tipo de documento e a data relacionada,

dessa forma, optou-se por separar o acervo em tipos documentais

gerais, como Contratos, Certidões, Escrituras, entre outros e mais

especificamente dentro destes os gêneros documentais como

Contratos Particulares, Contratos da Caixa Econômica Federal,

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Certidões de Construção, Certidões de Casamento, etc, e todos estes

em ordem cronológica.

Os documentos, até então, encontravam-se todos em caixas

de papelão, muitas em alto grau de deterioração com identificação

precária. Optou-se então pela substituição das caixas de papelão por

caixas poliondas, pois é um produto forte, leve, flexível, atóxico,

impermeável, resistente a intempérie e a substâncias químicas que

permitem uma durabilidade maior e uma higienização mais

adequada. Com a substituição foi possível adequar cada tipo de

documento em uma cor de caixa, permitindo assim, uma maior

visualização na recuperação da informação.

Durante a substituição identificou-se um Tipo Documental

(caixa) intitulada de Documentos Diversos, que possuía muitos tipos

de documentos não contemplados nos demais tipos com quantidades

maiores, dificultando muito sua recuperação, com isso, foi necessário

à criação de novas caixas com tipos específicos. Isso demonstra a

falta de conhecimento de técnicas arquivísticas, pois na dúvida

sempre colocavam os documentos na caixa de Diversos, culminando

em tal desorganização.

A etapa da higienização dos documentos foi realizada junto

com a substituição das caixas, sendo de fundamental importância,

devido às más condições de conservação do acervo, o que vem a

propiciar um prolongamento da vida útil dos documentos.

Para identificação dos documentos nas novas caixas foi

confeccionada uma etiqueta adesiva padrão contendo a logo e o

nome do Cartório, o tipo documental a data e a numeração

sequencial relacionada. Tal organização foi uma forma de agregar

valor a informação, pois sem a devida identificação muitos

documentos simplesmente não existiam, porque não eram

localizados, o que ocasionava perda de tempo na sua procura e

problemas com os usuários devido ao seu extravio.

Os problemas enfrentados pelo 2º Ofício são os mesmos da

maioria dos cartórios: como nunca esteve sob a responsabilidade de

um profissional da área, os documentos foram arquivados sem

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qualquer técnica facilitadora na recuperação arquivística, o que

ocasionou o extravio e deterioração de muitos deles. O resultado é

que atualmente apesar da organização já está em estado bastante

avançado, algumas vezes após a solicitação e somente após isso,

constata-se a inexistência de alguns documentos, os quais na grande

maioria dos casos ainda são possíveis solicitar aos emissores destes

documentos, cópias autenticadas que são inseridas no acervo, mas

existem casos em que os documentos seriam únicos, estes jamais

poderão ser recuperados, sendo isto de extrema responsabilidade,

pois o cartório é por lei o depositário fiel destes documentos,

podendo por isso responder legalmente.

Além destes fatores, existe o aspecto histórico que é de

grande relevância, e como afirma Rossi (1987) é fundamental levar

em conta também o aspecto histórico da documentação presente nos

cartórios, principalmente os processos por sua riqueza de

informações, pois esses documentos possibilitam a investigação da

vida social e material das sociedades contribuindo para o universo da

pesquisa histórica e como ato comprobatório de suas posses.

Por este motivo, há atualmente uma enorme preocupação com

o modo de armazenamento dos registros, porque além da

deteriorização natural, que pode ser adiada se tomadas às devidas

precauções, o desgaste, os incêndios e as enchentes já destruíram em

parte ou no todo, inúmeros cartórios, pondo fim a uma parte da

história de muitos municípios.

Portanto, a organização dos documentos deve ser algo

contínuo, sendo necessário o uso de técnicas arquivísticas

padronizadas para que próximas gestões também possam identificar

os documentos e prosseguir na gestão documental.

3.2 IMPLEMENTAÇÃO DO GERENCIAMENTO ELETRÔNICO

DOS DOCUMENTOS

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É cada vez mais importante para as instituições a gestão de

documentos, sejam no modo físico ou digital, pois para possibilitar a

administração, organização e disponibilização de toda massa

documental, que contém em seus acervos, importantes dados

históricos, é necessário uma gestão que se paute pensando no futuro,

onde se tenha garantia da segurança de seu suporte e, sobretudo,

agilidade nos serviços.

Os documentos que são produzidos pelos clientes do cartório,

constituem-se em objetos de prova e informação, servindo para os

atos judiciais no cumprimento da lei, consultas e estudos. Para

obedecer a essas exigências todos os documentos tem sua guarda

permanente neste arquivo, e constantemente são consultados pelos

usuários internos que são os funcionários e os externos, clientes do

cartório.

Pois conforme Teixeira (2002, p. 180) “tão ou mais

importante que a identidade vinculada ao passado é a identidade que

se projeta para o futuro”, transportando essa realidade para os

arquivos de cartórios, atrelando o aspecto da preservação, sabe-se,

contudo, que essas informações não podem ficar armazenadas

somente em um suporte físico, pois é sabido da pequena vida útil do

papel, do espaço físico que demanda para a guarda e da segurança do

suporte, tudo isso nos faz pensar sobre o futuro dessa documentação.

Em consonância a isso Arellano (2004, p. 15), destaca que:

A natureza dos documentos digitais está permitindo

ampla produção e disseminação de informação no

mundo atual. É fato que na era da informação digital

se está dando muita ênfase à geração e/ou aquisição de

material digital, em vez de manter a preservação e o

acesso a longo prazo aos acervos eletrônicos

existentes. O suporte físico da informação, o papel e a

superfície metálica magnetizada se desintegram ou

podem se tornar irrecuperáveis. Existem, ademais, os

efeitos da temperatura, umidade, nível de poluição do

ar e das ameaças biológicas; os danos provocados pelo

uso indevido e o uso regular; as catástrofes naturais e a

obsolescência tecnológica.

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O autor ainda afirma a importância do uso de tecnologias

apropriadas em documentos de formato digital, pois a preservação

dependerá principalmente da solução tecnológica adotada e dos

custos que ela envolve.

A estrutura do arquivo conta com segurança específica, já

mencionada, isso resolve temporariamente alguns problemas, porém

a que se pensar na recuperabilidade e acesso, pois nem todos os

documentos desse arquivo passaram pelo tratamento técnico, esses

por sua vez não tem endereçamento físico, bem como qualquer modo

de cadastramento, exigindo dos gestores dessa unidade de

informação aplicação de tempo na recuperação dos documentos,

Prezando principalmente pela agilidade nos atos e serviços,

segurança de suporte e no aumento da longevidade documental, a

busca pela resolução desses problemas obrigou-nos a recorrer aos

suportes das tecnologias da informação, descobrindo a necessidade

da digitalização da documentação arquivada e as que são geradas

pelos clientes do cartório. A digitalização de documentos pelos

cartórios notariais é regulamentada pela Lei Nº 8.935, de 18 de

novembro de 1994, que dispõe a liberdade para se utilizar dos

sistemas de: computação, microfilmagem, discos ópticos e outros

meios de reprodução, independentemente da necessidade, que se faça

a unidade de informação (BRASIL, 1994).

O projeto é transformar essa documentação disponível em

espaço digital, pois conforme Torres (2002, p. 91) “o espaço digital

permite a realização do novo, sendo possível um atendimento muito

mais amplo da informação que pode ser exibida em toda a sua

riqueza”. Nesta forma transformar a documentação física no modo

eletrônico, convertendo dados oriundos do suporte de papel para o

suporte digital; é necessário escolher um suporte tecnológico

eficiente e seguro.

Para isso optou-se pelo escaneamento dos documentos, e para

o desenvolvimento desta atividade utiliza-se dois scanners CANON

DR-2050C com capacidade de alimentação automática de

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documentos em ofício (216 mm x 356 mm). Duplex, colorido, 20

páginas por minuto ou 40 imagens por minuto e resolução ótica de

100 a 600dpi.

De acordo com CENADEM (2008):

Os sistemas de Gerenciamento Eletrônico de

Documentos não são simplesmente sistemas de

gerenciamento de arquivos. O GED vai além, pois

implementa categorização de documentos, tabelas de

temporalidade, ações de disposição e controla níveis

de segurança. É vital para a manutenção das bases de

informação e conhecimento das empresas.

É importante destacar que a segurança da mídia eletrônica é

atestada e assegurada através de
backups diários que garantem a

expansão e longevidade desses documentos, sobretudo, a certeza e

confiança nas relações jurídicas, notariais e interpessoais. Para isso o

cartório conta com dois HD’s externos de 700 Gigabytes de memória

cada um, além de manter um
backup diário de seu banco de imagens

com a empresa administradora do software utilizado pela instituição.

Os resultados desse trabalho irão atender primeiramente os

clientes internos, que são os que mais utilizam esses documentos,

pois eles circulam nos setores do cartório para sua consulta, análise e

posteriormente o seu registro permanente nas matriculas dos imóveis
.

Portanto, a constante circulação pode acarretar a deterioração do

papel, diminuindo a vida útil do documento, vindo justificar a

importância da digitalização. Convém informar que o acesso aos

documentos digitais é livre, sendo, porém disponibilizada a sua

impressão somente mediante senha autorizada.

Vale ainda ressaltar que o projeto segue se aprimorando, pois

a idéia é estender esse atendimento também aos clientes externos,

para isso estuda-se uma certificação e assinatura digital autenticada,

com validade jurídica, só assim, estaremos dando um importante

passo para o desenvolvimento migratório do mundo cartorial para a

era eletrônica.

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4 A ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NA GESTÃO DA

INFORMAÇÃO E NO PROCESSO DECISÓRIO

Para tornar mais visível a importância que a informação tem

dentro de uma organização é necessário que esteja estruturada e

organizada de modo que ela possa gerar conhecimento e auxiliar no

processo de tomada de decisão.

Porém, atualmente, não basta apenas saber lidar com a

informação, é necessário que tenha um perfil dinâmico para lidar

com pessoas, pois além de seus usuários serem parte fundamental de

seu trabalho, saber lidar com os proprietários da organização é de

fundamental importância para o desenvolvimento profissional e da

unidade de informação.

Não bastam apenas palavras para convencer um gerente ou

um proprietário de uma organização que os recursos são necessários

e trarão benefícios, é importante munir-se de estratégias, com

projetos que demonstre os dados, estatísticas, relatórios que

comprovam assim sua tese, a fim de estabelecer um vínculo com sua

teoria.

No cartório, ao qual estamos lidando, também não foi

diferente. Após a contratação de um profissional Bibliotecário

Especialista em Gestão de Arquivos, foram muitas conversas e

relatórios para comprovar que eram necessários outros profissionais

para auxiliar na reorganização da documentação. Foi necessário

comprovar a necessidade e apresentar um planejamento para suprir

essa demanda.

Com a contratação de novos profissionais, os resultados logo

começaram a aparecer e a recuperação da informação passou a ser

mais rápida e eficiente, devido a nova forma de organização

implantada e a restrição de acesso a usuários internos, além de um

mais amplo e especializado atendimento aos setores internos, bem

como aos clientes externos do cartório.

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Tal restrição foi necessária devido à segurança e organização

dos documentos, de modo que diversas pessoas tinham acesso e não

possuíam o mesmo conhecimento e comprometimento em manter o

arquivo organizado.

O arquivo de um cartório de registro de imóvel possui a

peculiaridade de os documentos não poderem ser eliminados, dessa

forma, se fez necessário um estudo de gerenciamento eletrônico dos

documentos para a conservação das informações contidas nos

documentos. Isso nos levou a estudar outro software de

gerenciamento de arquivos que suportasse tal implementação.

Porém, para que isso tudo acontecesse foi necessário que os

profissionais Gestores desenvolvessem um trabalho voltado para a

organização, que trouxesse benefícios não só para sua gestão, mas

sim para todos que nela trabalham. Ciente destes fatos a Oficial

investiu no arquivo, disponibilizando equipamentos, contratando

pessoal e valorizando os resultados obtidos, que são constantemente

avaliados através de testes diários no decorrer das atividades,

auditorias e visitas técnicas e de profissionais de outras instituições, o

que possibilitou com que esse trabalho realizado venha sendo cada

vez mais reconhecido.

Em consonância a isso, Chiavenato (2005) descreve que é

necessário adotar a solução do tipo ganha-ganha que requer muita

negociação, participação e sinergia de esforços. As pessoas

dependem das organizações para atingirem seus objetivos pessoais e

individuais, de outro lado, as organizações dependem direta e

irremediavelmente das pessoas para operar, produzir seus bens e

serviços, atender seus clientes, competir nos mercados e atingir seus

objetivos globais e estratégicos. Dessa forma, cabem as duas partes

manter uma relação mútua que traga benefícios recíprocos.

O sucesso de uma categoria vai depender muito das pessoas

que já estão atuando, pois são elas que poderão mostrar a

importância de um profissional da informação em uma instituição. É

fundamental que elas façam seu marketing profissional para que

Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.14, n.1, p.216-237, jan./jun., 2009.

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outras instituições visualizem seu trabalho e apostem nesses

profissionais.

Para que possamos divulgar melhor nossa profissão também é

necessário que façamos nosso marketing pessoal, que de acordo com

Dias (2007) “é a aplicação do composto de marketing para gerar

interesse, atenção e preferência com relação a uma determinada

pessoa”. E isso está intrinsecamente ligado a sua profissão e ao

desenvolvimento no seu trabalho.

De nada adianta ficarmos parados, reclamando de baixos

salários que nos são oferecidos, muitas vezes é necessário aceitar

certos desafios mesmo que no começo não seja devidamente

valorizado, porém, você terá a oportunidade de mostrar seu valor e

conseguir o reconhecimento profissional almejado por todos.

Atualmente, a equipe que cuida da gestão do arquivo do

cartório é composta por um bibliotecário, especialista em gestão de

arquivos públicos e empresariais, juntamente com um bibliotecário,

um auxiliar de arquivo e um estagiário, ambos, estudantes do Curso

de Biblioteconomia, que tem como missão manter o arquivo

organizado, fazer buscas e pesquisas para atender a demanda de

pedidos diários ao mesmo tempo em que devem reorganizar os

documentos mais antigos e arquivá-los de modo correto.

Tal equipe só foi composta devido ao trabalho árduo e

competente de profissionais da informação que souberam agregar

valor a informação mostrando a importância da informação

estruturada e organizada para todo quadro funcional da empresa.

Com a visibilidade do trabalho apresentado nesta instituição,

outras duas organizações cartorárias aderiram em seu quadro

funcional um bibliotecário para cuidar da gestão documental de sua

empresa, provando que o reconhecimento profissional da sociedade

só será possível se tivermos profissionais comprometidos em

desenvolver suas atividades com qualidade, profissionalismo a acima

de tudo muito trabalho.

5 CONCLUSÃO

Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.14, n.1, p.216-237, jan./jun., 2009.

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O processo de gestão documental é um dos mais importantes

em uma organização. É através dele que temos a possibilidade de

garantir a conservação, preservação e recuperação da história de uma

instituição. No entanto, para tal atribuição, se faz necessário um

profissional especializado que detenha em seu currículo, aprendizado

de técnicas especializadas para desempenhar tal função. Também é

necessário que este profissional tenha um perfil dinâmico, capaz de

lidar com os processos de gestão relacionados aos documentos,

usuários e com os proprietários da instituição.

Neste contexto, o profissional tem que buscar inovar,

potencializando principalmente mudanças que priorizem os

procedimentos diante dos desafios de organização e gestão de toda a

massa documental, e conseguinte disponibilizar de forma segura e

legal o que é fruto de seu trabalho. Diante disto, estará assegurando e

fazendo cumprir o acesso irrestrito às informações as que sua

instituição é qualificada a oferecer.

O GED pode ser considerado um dos principais mecanismos

para a guarda, recuperação e principalmente preservação das

informações contidas nos documentos. Porém, também se deve ter

uma preocupação com a parte física do documento, pois é com o

contato físico que descobrimos um pouco sobre esses documentos,

suas peculiaridades físicas e históricas, podendo inclusive desvendar

fatos da época em que foi produzido.

Gerenciar documentos e trabalhar sempre pensando na

satisfação dos usuários e nos gestores da instituição fizeram com que

atualmente o arquivo do Cartório do 2º Ofício de Registro de

Imóveis se encontre em posição de destaque no estado de Santa

Catarina em termos de atuação profissional, uso de tecnologias e

sistemas eficazes de armazenamento, busca e recuperação da

informação no Sistema Cartorário.

REFERÊNCIAS

Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.14, n.1, p.216-237, jan./jun., 2009.

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http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n3/a09v31n3.pdf>. Acesso em: 10

set. 2008
.

____

MANAGEMENT OF ARCHIVES AND THE IMPORTANCE OF

A PROFESSIONAL OF INFORMATION
: review of registry of the

2nd letter of registration of real state

Abstract
: One of the biggest challenges of the information professional is to

combine the processes of managing a unit of information to the various influencing

factors the overall quality of services. This requires not only that the goals of the

organization be clear, but also the goals of its users, so that the professional could

develop effective mechanisms to provide the final satisfaction of their customers. In

this sense, the article aims to discuss on some of these processes combined with

experiences in the file of the 2nd Letter of Registration of Real Estate. Besides

showing the importance of a professional of information act not only in custody

and retrieval of information, but also in the preservation of institutional memory

and decision making.

Keyword
: File. Management of archives. Document management. Professional

information. File registry.

_____

Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.14, n.1, p.216-237, jan./jun., 2009.

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Marcelo Cavaglieri –
Bacharel em Biblioteconomia Habilitação em

Gestão da Informação pela Universidade do Estado de Santa

Catarina. CRB 14/1094

E-mail: marcelo@mcnormalizacoes.com.br

Uberdan dos Santos Lopes -
Bacharel em Biblioteconomia pela

Universidade Federal de Santa Catarina, e Especialista em Gestão de

Arquivos Públicos e Empresariais pela UFSC.

E-mail: uberdansl@hotmail.com

Osias do Rosário -
Graduando em Biblioteconomia Habilitação em

Gestão da Informação pela Universidade do Estado de Santa

Catarina. 7 ª fase.

E-mail: osiasfloripa@hotmail.com

Artigo:

Recebido em: 15/09/2008

Aceito em: 10/02/2009

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