quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE ARQUIVO NA EMPRESA

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VOLUME I. N.3 MAR-MAI/2005

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A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE ARQUIVO NA

QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES EMPRESARIAIS
.

Autor: Antonio Carlos Flores
1

RESUMO

Evidenciar a importância do sistema de arquivo para a qualificação no

tratamento das informações empresariais contidas nos mais diversos suportes

é a finalidade deste artigo. A avalanche de informações disponibilizadas, com

as novas tecnologias da informação
, interfere diretamente no planejamento

estratégico das empresas, que precisaram reavaliar e repensar os mecanismos

para tratar e qualificar o volume de informações cada vez maior. Novos

valores foram atribuídos às variáveis externas e à manutenção, sucesso e

sobrevivência destas empresas neste mercado exigente, competitivo e

globalizado, o qual ficou cada vez mais dependente da velocidade das ações

empresariais que, por sua vez, precisam ser subsidiadas de informações

precisas e atualizadas. Apresenta-se neste artigo o sistema de arquivo e as

funções arquivísticas que propiciarão a identificação, seleção, guarda,

disponibilidade ou eliminação das informações empresariais, de utilização

corrente , intermediária e permanente. As ações empresariais, os tipos de

política de informação, a gestão de documentos e as funções arquivísticas

serão abordados com ênfase na importância de sua utilização para qualificação

do gerenciamento das informações externas e internas para as diversas áreas

empresariais.

Palavras-chave
: empresas; informações; sistemas de arquivo

1
Especialista em Controladoria pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS)

(
cavacos@adm.ufsm.br)

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ABSTRACT

To evidence the importance of the system of archive for the qualification

in the treatment of the contained enterprise information in the most diverse

supports is the purpose of this article. The amount of avaiable information, with

the new information technologies inferred directly in the strategical planning of

the companies whom they had needed to reevaluate and to rethink the

mechanisms to treat and to characterize the volume of information each bigger

time. New values had been attributed the external variable, and the

maintenance, success and survival of these companies in this demanding

market, competitive and globalized dependent of the speed of the enterprise

actions was each time more that, in turn, they need to be subsidized of

necessary and brought up to date information. The archive system is

presented in this article, and the archivistical functions that will propitiate the

identification, election, keeps, availability or elimination of the enterprise

information, of current use, intermediate and permanent. The enterprise

actions, the types of information politics, the archivistical document

management and functions will be boarded with emphasis in the importance

of its use for qualification of the management of the external and internal

information for the diverse enterprise areas.

Key Words
: companies – information - System of Archives

INTRODUÇÃO

O artigo que segue faz uma abordagem da importância do sistema de

arquivo na qualidade das informações empresariais.

O planejamento e qualificação no tratamento dessas informações

precisou ser repensado e redirecionado em termos estratégicos em todas as

ações empresariais, por ser um recurso que implica diretamente na

sobrevivência e no sucesso das organizações.

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Os avanços tecnológicos e a informática revolucionaram e agilizaram os

mecanismos de armazenamento, resgate e disponibilidade das informações,

porém o volume informacional aumentou dramaticamente, os suportes

convencionais de papel cederam lugar aos disquetes, discos ópticos, discos

laser, cds, cd-rom, infovias da web e outros tantos para todas as áreas do

conhecimento e, principalmente, para as ações empresariais.

Neste sentido apresenta-se o sistema de arquivos e a gestão

informacional integrada, que permitem, através da aplicação das suas funções,

a racionalização e qualificação do volume informacional de toda e qualquer

empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte.

O diferencial para o tratamento das informações acontece através de

instrumentos arquivísticos, os quais viabilizam a identificação, classificação,

armazenamento ou descarte de informações inúteis de todos os suportes

documentais.

A gestão de documentos integrada e um sistema de arquivos atuante

vão inferir positivamente em todas as ações empresariais e ainda reduzirão

custos com armazenamentos desnecessários, possibilitando agilidade e

eficácia no resgate das informações necessárias, garantindo, assim, respostas

rápidas, serviços eficientes e desburocratização dos processos.

1. INFORMAÇÃO

A palavra informação tem sido utilizada nos mais diversos sentidos.

Fala-se da sua emergência, importância e gestão. Discute-se sobre as

sociedades da informação, a revolução da informação, a era da informação,

etc...

Existem vários títulos pomposos referentes a esse assunto, porém em

vários deles a discussão acadêmica do problema passa ao longe e as

idéias são expostas sem qualquer rigor ou compromisso com o saber

acumulado.A palavra informação provém do latim
informatione e significa o ato

ou efeito de informar-se, conhecimento, participação e ainda comunicação ou

notícia trazida ao conhecimento de uma pessoa ou do público.

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O avanço tecnológico das duas últimas décadas levou a

informática para os mais diversos ambientes de trabalho. Assim,

monitores, CPU, teclados a internet e as infovias da
web são consideradas

ferramentas indispensáveis principalmente na divulgação, no armazenamento

e no resgate das informações.

Para executar as tarefas das mais diversas áreas é necessário saber

operar equipamentos informáticos e manejar sistemas operacionais,

processadores de texto planilhas eletrônicas e programas.

Todavia não está claro, para muitos, que a informática lida com

informações, em sua maioria, com características arquivísticas, porque os

computadores apenas sistematizam os dados que foram inseridos em sua

memória.

Lopes (1995) observa que a informação nasce no cérebro, a partir da

captação exterior dos sentidos e é expressa ou registrada pelas faculdades

mentais e motoras dos homens, com ou sem ajuda de ferramentas, objetos ou

máquinas.

A informação é um processo que visa o conhecimento, ou seja, pode-se

dizer empiricamente que informação é tudo que reduz a incerteza.

Oliveira (1997, p.34) apresenta, em seu livro Sistema de Informações

Gerenciais, a seguinte definição: “ Informação é o dado trabalhado que permite

ao executivo tomar decisões. Sendo que dado é qualquer elemento identificado

em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de

determinado fato ou situação”.

No contexto empresarial, o gerenciamento das informações torna-se

prioritário no processo de gestão, devido à quantidade e à velocidade de

informações, ao ambiente de competitividade, às mudanças econômicas

mundiais e ao cenário caracterizado pela era do conhecimento. O volume

massificado de informações precisa ser transformado em informação com

significado para os diversos níveis das organizações.

Neste sentido, mais do que planejar a utilização das informações

internamente , as empresas devem direcionar tecnologias da informação em

termos estratégicos por ser um recurso que implica diretamente na

sobrevivência da organização.

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A competição entre os fornecedores de produtos e serviços ocorre

também na qualidade, confiabilidade e responsabilidade no gerenciamento

destas informações.

Operacionalmente, destacam-se três pontos básicos a um

gerenciamento administrativo eficaz: respostas rápidas, serviços eficientes e

desburocratização dos processos.

Para que os pontos supra-citados sejam alcançados é preciso que

estejam sob o alicerce de dados e números eficientes para tomadas de decisão

de cunho empresarial.

Os novos suportes informacionais, as novas tecnologias revolucionaram

o meio empresarial e acarretaram transformações no processo de produção,

difusão, captação e interpretação das informações, inferindo mudanças

culturais e comportamentais nas pessoas que produzem e utilizam estas

informações.

2. INFORMAÇÃO EMPRESARIAL

O diferencial competitivo das empresas, em um mercado cada vez mais

exigente e globalizado, ocorre com a otimização e eficácia dos recursos

disponíveis para a captação, gerenciamento e qualificação do volume

informacional existente.

As informações, tanto externas quanto internas, precisam estar

disponibilizadas no exato momento em que qualquer membro da empresa

necessitar utilizá-las.

Operacionalmente, pode-se salientar três aspectos considerados

básicos para um gerenciamento administrativo dinâmico: respostas rápidas,

serviços eficientes e desburocratização dos processos. Todos esses, claro, sob

o alicerce de dados e números confiáveis e eficazes para que as tomadas de

decisões empresarias sejam mais proveitosas para a organização como um

todo.

As informações empresariais são de vários tipos, desde o simples

processamento da folha de pagamento até a compilação de dados que

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transformarão os movimentos do mercado financeiro em informações

estratégicas sobre a venda ou compra de ações pela empresa.

O processo de produção, difusão, captação e interpretação da

informação está sofrendo uma transformação profunda, tanto nas formas

quanto nos conteúdos dos sistemas de gestão e administração do

conhecimento no interior das empresas. Com isso, são provocadas mudanças

comportamentais e culturais nas pessoas que produzem e utilizam essas

informações nas organizações.

3. POLÍTICA DE INFORMAÇÃO

A informação é influenciada a cada minuto pelo poder, pela economia e

pela política de informação adotada pelas empresas.

Muitos estudos indicam que a política é o fator de fracasso dos projetos

de desenvolvimento de sistemas informacionais, entretanto, serão

apresentados a seguir quatro modelos de políticas, os quais, se utilizados

corretamente, podem viabilizar o sucesso do sistema. São eles:

a) Federalista

Modelo central fraco, com alto nível de autonomia local, em que poucos

elementos precisam ser definidos e administrados centralmente, enquanto que

o restante pode ser administrado pelas unidades locais.

O federalismo demanda negociação racional entre os grupos centrais e

os dispersos, modelo adequado para atividades amplas e diversas. Ele

reconhece o universalismo informacional - um termo tem o mesmo significado

em toda a organização - e o particularismo informal- no qual uma pequena

unidade pode definir “ cliente “ da maneira que melhor lhe aprouver.

b) Feudalismo

Unidades com diferentes produtos, diferentes clientes, diferentes

medidas de desempenho e formato para quase todas as informações

relevantes.

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Não é saudável devido à concentração nos objetivos informacionais das

unidades, sem considerar as questões mais amplas do negócio. Com a

utilização desse modelo, as empresas não são capazes de operar integradas,

em processos integrados (vendas cruzadas ou compartilhar componentes em

produtos diferentes), entretanto, para Thomas Davenport, é a política mais

adequada, sendo utilizada por diversas empresas.

c) Monarquia

Utilizada em pequenas empresas, nas quais um indivíduo controla a

maior parte das informações. Ele define quais os dados são importantes,

estabelece segmentos chaves e até procura controlar como a informação é

interpretada.

d) Anarquia

Este modelo raramente é escolhido por uma organização de forma

consciente. A política anarquista foi viabilizada com a introdução dos

computadores pessoais, em que cada indivíduo pode administrar seu próprio

banco de dados e moldar as informações de acordo com suas próprias

necessidades, no momento que desejarem, com um custo mínimo.

Tal modelo é considerado bom pelo aspecto que os usuários estão

sempre atualizados com os novos sistemas de tecnologias de informação e

nele a informação é bastante valorizada.

4. AS AÇÕES EMPRESARIAIS

O cenário empresarial como um todo tem ações cada vez mais velozes.

As mudanças e atualizações são uma constante em todos os ramos de

negócios. A manutenção, a sustentabilidade das empresas e, também, as

falências e concordatas são decorrentes de tomadas de decisões incorretas,

baseadas em informações inúteis, ou na falta de informações que poderiam ter

subsidiados os passos corretos.

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Destacam-se, neste universo cada vez mais globalizado, as relações

sociais corporativas, que envolvem atitudes e posturas modernas, as quais

juntas objetivam garantir a manutenção das empresas e organizações em um

mercado cada vez mais exigente e competitivo.

A amplitude da área de atuação foi uma das mudanças cruciais, pois, a

partir de tal mudança, os gestores e administradores abandonaram a visão

minimalista interna e passaram a observar e interagir com a comunidade

externa e meio ambiente, redimensionado e atribuindo novos graus de valores

às variáveis externas.

Este novo enfoque trouxe muitas alterações na atuação dos gestores e

administradores. As novas ações demandam caráter preventivo, promovem a

preservação ambiental, permitem participação nos resultados, mantêm valores

éticos, legais, sociais e culturais, que propiciarão resultados positivos e

destaque na forma de reconhecimento. As empresas que estão engajadas

dentro desse contexto terão facilitado o acesso ao capital, menor intervenção

governamental, maior interesse dos consumidores, aumento de vendas, maior

pressão dos investidores e mais transparência.

A questão financeira, que é parte integrante de toda e qualquer

empresa, precisa embasamento informacional confiável e qualificado.

O fluxo de caixa, a liquidez, o risco, e o lucro são variáveis interligadas.

O lucro e o risco são diretamente proporcionais, enquanto que a liquidez é

inversamente proporcional ao risco e as chances das empresas se manterem

no mercado, a longo prazo, tendem a diminuir quando as taxas de lucros são

elevadas.

Outra ação empresarial presente no cenário econômico mundial, que

vem crescendo muito em nosso país, são as Bolsas de Valores, que, com a

reforma financeira e alteração no mercado de capitais implementadas nos anos

de 1965 e 1966 foram transformadas em associações civis sem fins lucrativos,

proporcionando uma nova característica institucional com autonomia

administrativa, financeira e patrimonial.

Dentre os objetivos das bolsas de valores, os quais têm suas políticas

definidas pelo Conselho Monetário Nacional, identificam-se a obrigatoriedade

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de registro e a divulgação das operações efetuadas nos pregões, atividades

estas subsidiadas nas informações precisas das ações realizadas.

As avaliações dos investidores, tanto a fundamentalista como a técnica,

sustentam suas teorias em informações econômicas, políticas administrativas

contidas em gráficos representativos das ocorrências do mercado. Relatórios

detalhados de todas as áreas, planos de investimentos a curto, médio e longo

prazo que poderão inferir nos seus indicadores tanto para compra ou venda de

ações.

A definição do momento oportuno para os investidores e o maior índice

de acerto ocorrerão quanto maior for a quantidade, qualidade e confiabilidade

das informações adquiridas e disponíveis. Para saber qual caminho a seguir,

qual a prática a ser adotada os administradores e gestores devem estar atentos

ao mercado. Para tanto, o conhecimento da área é indispensável, mas não é

suficiente, pois eles precisam de informações atualizadas e organizadas.

Pode se observar que todos os empreendimentos e ações produzem e

também são baseados em informações que armazenamos de maneira

tradicional, científica ou empírica.

Um gerenciamento ideal das informações (externas e internas) irá refletir

positivamente em todos os níveis da organização.

O gerenciamento ideal pode ser obtido com a gestão de documentos,

que implica em dispensarmos tratamento aos documentos desde sua produção

até sua destinação final. Com o programa de gestão de documentos, a

organização ou empresa poderá controlar a qualidade e quantidade de

documentação que produz, recebe e armazena, mantendo a informação de

forma útil às suas necessidades.

5. TERMOS ARQUIVÍSTICOS

Com a finalidade de propiciar um melhor entendimento do conteúdo

específico das atividades e tarefas arquivísticas que serão abordadas neste

artigo, verifica-se a necessidade de conceituar os termos técnicos que

seguem:

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Arquivo: Conjunto de documentos, que, independentemente da

natureza do suporte, são reunidos por processo de acumulação ao longo das

atividades de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas e

conservados em decorrência de seu valor.

Arquivo corrente: Conjunto de documentos estreitamente vinculados

aos fins imediatos para os quais foram produzidos ou recebidos e que, mesmo

cessada sua tramitação, conservam-se junto aos órgãos produtores ou

receptores em razão da freqüência com que são consultados.

Arquivo Intermediário: Conjunto de documentos originários dos

arquivos correntes, com uso pouco freqüente, que aguardam destinação final

em depósitos físicos ou informáticos de armazenamento temporário.

Arquivo Permanente: Conjunto de documentos preservados em caráter

definitivo, em função do seu valor.

Descrição: Conjunto de procedimentos, que, levando em conta os

elementos formais e de conteúdo dos documentos, possibilitam a elaboração

de elementos de pesquisa das informações neles contidas.

Destinação: Conjunto de operações que, após a avaliação, determinam

o encaminhamento dos documentos à guarda temporária ou permanente e/ou

eliminação.

Documento: Toda e qualquer unidade constituída de informação e seu

suporte.

Eliminação
: Destruição de documentos e informações que, no processo

de avaliação, e de acordo com o prazo estabelecido na tabela de

temporalidade foram considerados sem valor para guarda intermediária ou

permanente.

Recolhimento: Passagem de documentos do arquivo intermediária para

o arquivo permanente.

Série Documental: Seqüência de unidades de um mesmo tipo

documental.

Suporte: Todo e qualquer material sobre o qual as informações são

registradas (papel, disquetes, discos ópticos, fitas de vídeo, microfilmes)

Tipo Documental: Configuração que assume uma espécie

documental de acordo com a atividade que a gerou.

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Transferência: Passagem de documentos do arquivo corrente para o

arquivo intermediário.

6. GESTÃO DE DOCUMENTOS

Gestão de documentos implica em dispensar tratamento às

informações contidas em todos os tipos documentais, desde a sua produção

até a sua destinação final.

Um programa de gestão documental viabiliza às empresas e

organizações o controle da qualidade e quantidade da documentação que

produzem e recebem, garantindo o acesso a essas informação de forma

rápida e de acordo com as necessidades de cada usuário.

Garcia (2000, p.56) observa que:

“O aspecto mais importante da gestão de

documentos é a sua utilização como fonte de

informação. As informações só serão úteis se

fizerem parte de um programa centrado na

missão da organização e integrado Numa política

de gestão de informação. Para tanto é

fundamental o planejamento da gestão da

informação que necessariamente implica na gestão

dos documentos de conteúdo informacional .

Assim, a gestão de informações

integrada num conjunto organizado e estruturado é

fundamental para que possam ser acessadas,

tornando-se úteis aos responsáveis pelas decisões

gerenciais. “

Um programa de gestão de documentos, para ser implementado com

êxito, necessita de três ferramentas básicas: o inventário das séries e

documentos, o plano de classificação e a tabela de temporalidade.

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7. SISTEMAS DE ARQUIVO

Para definir sistema de arquivos, o Dicionário de Terminologia

Arquivística (1996) traz um conceito bastante objetivo, sucinto e abrangente

que diz:

“Conjunto de arquivos de uma mesma esfera

governamental ou de uma mesma entidade pública

ou privada, que independentemente da posição

que ocupam nas respectivas estruturas

administrativas, funcionam de modo integrado e

articulado na consecução de objetivos técnicos

comuns.”

Um sistema de arquivos integrado possibilita a recuperação rápida e

eficaz das informações. O sistema de arquivos deverá ser formado pelo

arquivo central e os demais arquivos setoriais, os quais, por sua vez,

deverão estar subordinados a ele técnica e hierarquicamente.

No universo empresarial, o sistema de arquivos deverá suprir os dirigentes e

administradores de todas as informações necessárias ao processo de análise

e tomada de decisões, bem como racionalizar a produção de documentos e

evitar o armazenamento de informações inúteis.

a) Inventário das séries e tipos documentais:

O inventário das séries e documentos é um instrumento no qual se

descreve cada uma das séries e indica-se sua localização.

Quando é criado no meio informático, é de extrema utilidade para o

controle da gestão informacional, contendo dados relativos ao acesso e à

informação, à proteção dos dados e à conservação dos mesmos.

Integrado com o plano de classificação e com a tabela de

temporalidade, permite a automatização das transferências de documentos

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aos arquivos intermediário, a identificação dos documentos que devem ser

eliminados, bem como o recolhimento daqueles documentos que precisam ser

preservados nos arquivos permanentes.

b) Classificação dos documentos

Atividade profunda e intelectual. Associada à idéia de separar,

estabelece a relação entre os documentos, supõe o estabelecimento de

classes ou séries, nas quais os documentos passam a ser englobados.

Para Lopes (1996, p.89), sob a perspectiva da arquivística integrada,

“defende-se a classificação das informações desde o momento em que são

concebidas e materializadas na forma de documentos até o seu destino final.”

Neste sentido, cabe ressaltar que a localização das informações e

documentos depende de sua organização, e esta está intimamente

relacionada à classificação ulterior que lhes foram atribuídas.

Schellenberg (1974), define os elementos da classificação da seguinte

forma : quanto à função que identifica a ação a que se referem os documentos,

quanto à estrutura orgânica que diz respeito aos órgãos produtores dos

documentos e quanto ao assunto concreto ou tema dos documentos.

Os documentos nascem do cumprimento dos objetivos para os quais

um órgão ou empresa foram criados, sejam eles administrativos, fiscais, legais

e executivos. Esses documentos classificam-se na categoria de documentos

de valores primários, enquanto não cumprirem as finalidades administrativas

para as quais foram criados.

Os valores secundários são atribuídos quando o interesse é para

outras entidades ou pessoas que não os utilizadores iniciais. Tais valores

secundários são determinados pela prova que o documento contém da

organização e do órgão produtor e das possíveis informações que possam

conter sobre pessoas, entidades, coisas, problemas...Sua preservação

ocorrerá apenas com a finalidade probatória e/ou informativas, pois suas

funções administrativas já foram cumpridas.

c) Documentos de Caráter Corrente

Conjunto de documentos estreitamente vinculado aos fins para os quais

foram produzidos ou recebidos e que, mesmo cessada sua tramitação,

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conservam-se junto aos órgãos em razão da freqüência com que são

consultados.

A eficiência da administração dos documentos de caráter corrente está

condicionada a três grandes fatores:

- características dos documentos modernos;

- atividades inerentes ao próprio trabalho de organização e

administração dos arquivos correntes;

- tipo de órgão que deve executar esse trabalho.

Os documentos são eficientemente administrados quando, uma vez

necessária sua utilização, a localização é rápida, sem transtorno ou confusão,

quando conservados a um custo mínimo de espaço e manutenção e

quando nenhum documento é preservado pelo tempo maior que o necessário.

A preservação desnecessária é um dos fatores mais prejudiciais a

gestores e administradores de informações. Não obstante o fator financeiro, o

acúmulo de documentos insignificantes faz com que documentos de real

importância fiquem ali submersos. É comum, nas empresas e organizações

que não realizam um tratamento informacional adequado, acontecer a

segregação após a perda de documentos de valores para as operações

correntes.

Os objetivos, para uma gestão eficaz de documentos de caráter

corrente, só podem ser alcançados se houver atenção aos documentos da

sua produção ou recebimento até o momento da transferência para um

arquivo de custódia permanente ou eliminação.

d) Documentos de caráter intermediário

Os documentos de caráter intermediário são aqueles cuja a freqüência

de utilização é pouca, mas, de alguma forma, podem ser solicitados, isto é, os

casos a que se referem não estão totalmente encerrados, podem ainda ganhar

novas informações, serem reativados e reutilizados para reiterar ou revisar

as tomadas de decisões atuais.

“O arquivamento intermediário é um serviço de

apoio administrativo e seu objetivo principal

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consiste em aliviar os arquivos setoriais

recebendo documentação consultada com pouca

freqüência mas cuja conservação, por um tempo

pré-estabelecido, esteja justificada por algum

motivo após cuidadosa

avaliação. Servem ainda, de depósito provisório

para a guarda de documentos de administrações

extintas ou de órgãos cujas atividades venham a

cessar após um certo tempo, como por exemplo os

serviços e circunstâncias de emergência, guerras,

crises, etc.” (Esposel, 1994, p. 227).

A fase intermediária da documentação responde à mesma lógica da

fase corrente, pois guarda a possibilidade administrativa ou legal de

aproveitamento.

e) Documentos de Caráter Permanente

Os documentos de caráter permanente precisam ser preservados

definitivamente devido ao seu valor. Após cumprirem suas funções

administrativas, sua guarda e consulta é fundamentada nas demandas

históricas e culturais.

Terá valor histórico informativo e, portanto, caráter permanente todo e

qualquer documento que revelar aspectos importantes da entidade quanto à

sua origem, organização, administração e atividades.

Nesse contexto, os documentos que possam elucidar aspectos

econômicos, políticos, de pesquisa, sociais e estatísticos.

Os estudiosos canadenses Rosseau e Coture (1998) enfatizam que

não se pode perder de vista os valores primários (administrativos) e

secundários (informações históricas) como balizas confiáveis para aplicação

da teoria das três idades dos documentos(ativos, semi-ativos, e definitivos).

Os mesmos estudiosos acima mencionados revelaram grande

conhecimento e experiência no assunto, demonstrando que a linha que separa

os documentos é muito tênue e de difícil demarcação. Para eles, o ciclo de

vida dos documentos é definido pela freqüência e tipo de utilização dados aos

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documentos, fazendo parte do que Rosseau e Couture chamam de arquivística

contemporânea.

8. AVALIAÇÃO DOCUMENTAL

A avaliação dos documentos não pode ser realizada de maneira

empírica, defende-se que a avaliação deve estar integrada à classificação dos

documentos é mister neste processo a realização de pesquisa.

Para Inojosa (1991), a avaliação de documentos é uma parte das

competências do gerenciamento de documentos dos arquivos correntes e

pode ser o caminho da sua própria organização.

Nas empresas e organizações, devem ser observados e analisados

todos os setores e as atividades e tarefas realizadas em cada um deles. Só

assim, será possível determinar os documentos gerados e/ou utilizados em

cada atividade desenvolvida.

O estudo e a pesquisa das organizações e empresas são necessários

no processo de avaliação documental, pois tornarão mais fácil a identificação

dos documentos produzidos para competência legal ou real de cada uma

delas, bem como serão importantes na determinação dos prazos de guarda

dos documentos administrativos, legais e fiscais.

9. TEMPORALIDADE DOCUMENTAL

O sistema de arquivo integrado e dinâmico contará com um instrumento

básico de destinação de documentos denominado Tabela de Temporalidade,

que será elaborada após o processo de avaliação documental e deverá ser

aprovada no mais alto escalão das empresas para que sejam cumpridas na

íntegra suas determinações.

A Tabela de Temporalidade dos documentos determinará os prazos

prescricionais e orientará a eliminação ou guarda permanente dos

documentos.

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Os resultados decorrentes da aplicação da Tabela de Temporalidade,

no âmbito das organizações e empresas, são muito positivos e, de acordo com

a Norma Técnica ABNT-NBR 10519/1988, deverão ser alcançados:

- facilidade para distinguir os documentos de armazenamento

temporário dos de guarda permanente;

- eliminação imediata da documentação cuja a guarda não se justifique

como, por exemplo, as cópias, desde que não sejam as mesmas únicos

exemplares no órgão;

- racionalização, principalmente em termos econômicos, das atividades

de transferência e recolhimento;

CONCLUSÃO

A qualificação das informações, tanto internas quanto externas, passou

a ser fator preponderante para as ações empresariais de todos os níveis.

Verifica-se que os avanços tecnológicos e as novas tecnologias de informação

das últimas décadas aumentaram drasticamente a quantidade de informações

alterando os métodos de guarda, busca, resgate e armazenamento.

Neste sentido, destacam-se o sistema de arquivo e a gestão integrada

de informações, por serem instrumentos específicos e que permitem um

direcionamento no tratamento de informações que podem ser utilizados em

toda e qualquer empresa.

O sistema de arquivos e suas funções podem ser aplicados para todos

os tipos documentais, tanto os de suportes convencionais como os

informáticos e eletrônicos. Esta é a diferença básica entre o sistema de

arquivos e os programas e
softwares já fabricados e disponíveis para a venda,

pois, por mais modernos que sejam, não irão abarcar todos os tipos de

documentos específicos de cada empresa.

Antes da criação do sistema de arquivo e da gestão integrada de

informações, será feito o inventário das séries e tipos documentais, que

identificará e classificará todos os tipos documentais existentes em todas as

áreas da empresa. Isso permitirá avaliação, seleção, armazenamento ou

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descarte das informações, dos mais diversos suportes, disponíveis para os

gestores e administradores.

A gestão informacional integrada, através do sistema de arquivo

eficiente, viabiliza agilidade no resgate das informações e ainda minimiza

custos de armazenamento de informações inúteis, reduzindo os graus de

incerteza para o processo decisório, em todos os níveis da empresa,

principalmente no estratégico.

A qualificação das informações evitará redundância de dados,

preservando e agilizando o fluxo das informações necessárias para o sucesso

das ações empresarias, garantindo assim a manutenção, sustentabilidade e

expansão dos negócios neste mercado cada vez mais veloz, exigente,

competitivo e globalizado.

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