quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Gestão de Unidades de Informação
CULTURA INFORMACIONAL VOLTADA AO PROCESSO DE
INTELIGÊNCIA COMPETITIVA ORGANIZACIONAL: a relação entre
as pessoas, a informação, e as tecnologias de informação e comunicação.
Luana Maia Woida
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da informação
UNESP/Marília
woida@marilia.unesp.br
Marta Lígia Pomim Valentim
Docente Departamento de Ciência da Informação
UNESP/Marília
valentim@marilia.unesp.br


RESUMO


A inteligência competitiva organizacional (I.C.O.) é um processo que auxilia o planejamento e a
estratégia corporativa. A cultura organizacional (C.O.) influencia sobremaneira a efetividade desse processo.

Desse modo, verifica-se a necessidade da realização de um estudo que envolva temas como
a I.C.O. e a C.O., de forma a compreender a relação entre as pessoas, a informação, o conhecimento e as tecnologias de informação e comunicação no contexto da inteligência competitiva organizacional, mais especificamente no que tange à cultura informacional (C.I.).

O objetivo principal da pesquisa é avaliar os elementos e os processos constitutivos da cultura informacional essenciais para o processo, nas indústrias que compõem o arranjo produtivo local (A.P.L.), do setor de alimentos, da cidade de Marília-SP.

Assim, a discussão focará o aspecto humano como sendo inerente e essencial às
organizações no processo de I.C.O., uma vez que concorre com a importância atribuída às tecnologias de informação e comunicação no âmbito corporativo.



CONTEXTUALIZANDO A INTELIGÊNCIA COMPETITIVA ORGANIZACIONAL

As perspectivas que as organizações têm quanto ao próprio crescimento e
atuação estão diretamente vinculadas às mudanças que advém do ambiente externo, composto
por agentes políticos, econômicos, culturais e sociais.

Fatores classificados como
incontroláveis e não gerenciáveis e que dificultam planejamentos e estratégias para a
organização. Por outro lado, existe o ambiente interno, composto por forças e fraquezas, para
o qual existe a possibilidade de controle e previsão sobre possíveis transformações, pois
dispõe de técnicas e de recursos que possibilitam seu gerenciamento.

A inteligência competitiva organizacional (I.C.O.) é um processo que
auxilia nos planejamentos e estratégias corporativas, permeia todo o ambiente organizacional,
sendo seu funcionamento muito dependente do ambiente informacional, cuja amplitude pode
ser minimizada e controlada, em parte, pelas tecnologias de informação e comunicação
(TIC’s) utilizadas para monitorar, captar, agregar valor e disseminar informação e
conhecimento úteis e essenciais à tomada de decisão.

A presente discussão demonstra a relação entre I.C.O. e a cultura
organizacional e informacional, em outras palavras, evidencia a necessidade de uma cultura
que estimule e perpetue o processo de I.C.O., por meio de elementos e processos advindos das
relações e sistemas sociais. Nesse sentido, acrescenta a perspectiva social ao processo de
I.C.O. Acredita-se que a I.C.O. esteja inserida na Ciência da Informação, pois tem como
pressuposto contextual a denominada ‘Sociedade da Informação’ e, como pressuposto de
discussão teórica, a informação, além de abordar o ciclo da informação.

Recorrendo-se aos diferentes trabalhos no âmbito do processo de I.C.O.
(MILANI, 1999; MILLER, 2002; PRESCOTT, 2002; VALENTIM, 2003) verifica-se que as
organizações estão em constante pressão, motivadas pelas transformações freqüentes,
resultado da introdução de novos paradigmas, construídos para superar necessidades e
problemas, pertencentes tanto ao ambiente interno quanto ao ambiente externo à organização.
Entende-se a I.C.O. como um processo norteador para o uso estratégico da
informação e do conhecimento, visto que trabalha a partir do contexto organizacional,
transformando informações e conhecimento em estratégias corporativas, valorizadas pelo
capital intelectual da empresa.

Esse capital representa o conhecimento inerente à organização,
e pode tornar-se uma vantagem e um diferencial, porque aproveita o conhecimento individual
das pessoas construído na vivência de problemas e situações existentes no ambiente de
trabalho.

Parte-se do pressuposto de que a cultura organizacional é a base da I.C.O. e,
portanto, deve ser valorizada porquanto pode amenizar os impactos provenientes das
mudanças do ambiente, perante a adoção das TIC’s, incorporando e transformando novas
formas de percepção da realidade organizacional. A cultura organizacional não é alheia aos
problemas vinculados às TIC’s. Essa discussão é pertinente quando se trata da I.C.O., devido
ao estreito vínculo e dependência entre a cultura da organização, as TIC’s, a informação e o
conhecimento.

Os indivíduos e grupos que fazem parte e formam uma cultura voltada ao
processo de I.C.O. necessitam ter flexibilidade quanto ao aprendizado, aceitando elementos e
processos que são externos e alheios à organização, e que são introduzidos nos padrões ou
modelos de conhecimento já aceitos como verdadeiros e praticados com objetivos específicos,
visando modificar os comportamentos e alinhá-los às necessidades do processo de I.C.O. Isto
é, procura-se o comprometimento nos diversos níveis hierárquicos quanto à mudança e à
renovação, no sentido de estar descartando elementos e processos inadequados, e
reaprendendo constantemente elementos e processos mais apropriados, visando que a I.C.O.
seja compatível com as transformações que o ambiente impõe à organização.

O processo de
I.C.O. não se restringe como uma teoria que possa ser aplicada para prever as transformações.
Não se trata de mais uma teoria que profetiza sobre futuras e possíveis conjunturas
organizacionais, mas sim da reunião de teorias que trabalham e valorizam a informação e o
conhecimento como recursos indispensáveis para a atuação da organização.

Estima-se que o interesse pelo tema cultura organizacional teve maior
projeção na década de 1980, quando o Japão demonstrou como principal diferencial, à adesão
dos indivíduos à cultura das empresas, apresentando resultados significativos na produção das
indústrias. No entanto, é importante mencionar que a cultura corporativa recebe influência
direta da cultura de um país, de uma sociedade. No caso japonês, pressupõe-se que a cultura
do país foi o elemento principal e fundamental para a prosperidade das organizações, as quais
retrataram o novo modelo de empresa idealizado pelas empresas do ocidente e, por isso,
difundido e desencadeador de pesquisa em diversos países, tal como no Brasil.


Diante da ascensão de outros estudos cujos resultados são mais perceptíveis
para as organizações, como temas relacionados às TIC’s, a gestão da informação, a gestão do
conhecimento e a cultura organizacional retomou a perspectiva da escola humanista da
Administração, ressaltando a relevância e essencialidade das pessoas para os processos e
atuais modelos de gestão. Essa retomada se deve a valorização da dimensão humana para o
alcance dos resultados organizacionais.

Há que se considerar, portanto, a interdependência entre os temas: cultura
organizacional e cultura informacional, informação e conhecimento, bem como as TIC’s no
contexto que compõe o processo de I.C.O., ou seja, essa relação produz efeitos concretos para
a organização, no sentido de que a cultura informacional é a intercessora, ou seja, o meio pelo
qual as TIC’s são utilizadas para se chegar a determinados resultados.

A relevância da discussão sobre cultura organizacional está no fato de ser
um fenômeno presente em qualquer organização. Ela representa a visão de mundo, bem como
é um aspecto inerente e decisivo ao ciclo da informação e construção de conhecimento
coletivo, o qual depende essencialmente do relacionamento entre indivíduos e das TIC’s,
porquanto ocorre por meio do estabelecimento de padrões de conduta formais ou informais,
por meio de crenças, normas e valores orientados para a cultura informacional, ou seja, para o
ciclo de informação e conhecimento.

Isso posto, a cultura é compreendida como a representação da realidade
organizacional, mas, sobretudo, é um agente mediador entre os indivíduos e as TIC’s. É por
meio da cultura que as pessoas interpretam os fenômenos do mundo organizacional, tal como
os acontecimentos que podem ser observados e experimentados pelos indivíduos, tornando
possível, por exemplo, a inclusão, sobreposição, transformação, e uso das TIC’s no espaço
corporativo. Nesse sentido, a cultura organizacional deve ser vista como o alicerce do
processo de I.C.O., pois facilita ou impede a aprendizagem e a aceitação de elementos
desconhecidos pelos indivíduos; o que significa mudança de comportamento, de percepção,
de pensamento e da interpretação de verdades pré-estabelecidas na organização e fomentadas
pela própria cultura organizacional.

Deve-se salientar que a I.C.O. é estudada por diferentes vertentes. Para
algumas, é entendida como processo ou programa (REZENDE, 2001; MILLER, 2002;
PRESCOTT, 2002; CARDOSO, 2003; VALENTIM, 2004), para outras é entendida como
ferramenta (TARAPANOFF, 2001).

As considerações e afirmações do presente texto se apóiam no entendimento
da I.C.O. como um processo, mas recorre-se também em certos momentos à linha que a
enfatiza como ferramenta. Esse entendimento da I.C.O. como processo refere-se a sua ação
contínua, sobre os fluxos, processos e ambientes organizacionais, visto que perpassa todos os
ambientes e níveis organizacionais, bem como se utiliza das TIC’s como ferramentas que


propiciam maior agilidade ao modelo de gestão. Pode-se, por conseguinte, tomar como fato
que este tipo de tecnologia está presente no ambiente organizacional como uma variável
determinante.


Nas correntes anteriormente mencionadas, as quais estudam a I.C.O. como
processo ou como ferramenta, segundo suas próprias áreas de interesse e vinculações à
Ciência da Informação, percebe-se que a I.C.O. agrupa profissionais e pesquisadores de
diferentes áreas de estudo, com objetivos e focos distintos, mas que produzem conhecimento
para a formação de uma teoria e uma prática de I.C.O.

As abordagens relevantes da I.C.O. são
as que percebem o espaço organizacional de forma lato, incluindo nesse contexto as pessoas
como elementos centrais do processo. Dessa forma, a I.C.O. é vista como um processo que
amplia as oportunidades da organização, quanto ao estabelecimento de estratégias baseadas
em informação e conhecimento, presentes e referentes à própria estrutura, limitações e
possibilidades da organização.

O ambiente competitivo, essencialmente no que concerne às empresas
privadas, imprime a necessidade de mudanças e de busca constante pela informação e, mais
recentemente, por necessidades relacionadas ao conhecimento corporativo, paradigma
desencadeado após o fim da guerra fria, e que possui relação intensa com o liberalismo
econômico e a ‘Sociedade do Conhecimento’. A abertura do livre-comércio entre as nações, a
criação dos blocos econômicos (União Européia – EU; Acordo Norte-Americano de Livre
Comércio – NAFTA; Área de Livre Comércio das Américas – ALCA; Comunidade Andina –
CAN; Mercado Comum do Sul - Mercosul), cujas normas privilegiam nitidamente a
participação e usufruto, de possibilidades e oportunidades comerciais e sociais, somente aos
países membros.

Para ladear esse contexto as empresas buscam adequar o processo produtivo
de bens e de serviços aos padrões de qualidade do comércio internacional, que são o reflexo
do poder político e econômico desses blocos econômicos, assim como dos acordos realizados
para intensificar e ampliar as transações entre os países membros. Imersas nessas políticas e
estratégias que visam confirmar e confinar as transações e movimentos das organizações ao
paradigma da nova direita, mais especificamente ao neoliberalismo, as organizações
necessitam de respaldo teórico para a prática da competitividade entre as organizações,
principalmente as que adotam tais padrões de fundo neoliberal.

Na busca de integração aos movimentos de conquista de mercado, o Brasil
também procurou se adaptar aos padrões organizacionais de produção. O governo criou
política própria para essa forma de comércio, obrigando as empresas brasileiras a participar e
a se adaptar. Nesse contexto, as empresas tiveram que buscar melhorias para competirem com
empresas de países desenvolvidos e com produtos e serviços com qualidade reconhecida pelos
consumidores (MILANI, 1999; NÓBREGA, 2000, p.43-54).

Contudo, a adaptação ainda não
se concretizou, pois um número expressivo de organizações possui planta fabril com estrutura
tecnológica desatualizada, fator que as inviabiliza de concorrer no mercado internacional, pois
a produção é diretamente afetada por essa dura realidade. A teoria da I.C.O. e os estudos
sobre cultura organizacional são relevantes para as empresas brasileiras, como teoria e prática
imprescindíveis para adquirir vantagem competitiva e acompanharem os diferentes cenários
do mercado mundial, pois enquanto a primeira versa sobre processos que não estão restritos a
conceitos, mas também a prática, a segunda permeia as relações sociais favoráveis à cultura
da emulação. Os dois temas auxiliam a organização a adequação aos parâmetros estabelecidos
pelo mercado.

Nesse contexto, o ponto central da pesquisa, além de estabelecer a relação
entre a cultura organizacional e a I.C.O., é avaliar os elementos e os processos constitutivos
da cultura informacional essenciais ao processo, no arranjo produtivo local (A.P.L.) do setor
de alimentos da região da cidade de Marília, estado de São Paulo. Os objetivos específicos da
pesquisa são: verificar os elementos e processos constitutivos da cultura organizacional


existentes no A.P.L.; verificar nas indústrias que compõem o A.P.L. a existência do processo
de I.C.O.; analisar os elementos e processos constitutivos da cultura organizacional,
identificados no A.P.L., visando definir uma matriz que evidencie a relação entre a cultura, a
informação/conhecimento e as tecnologias de informação e comunicação no processo; e
propor um modelo de cultura informacional para as organizações caracterizadas pelo modelo
de gestão da I.C.O. no A.P.L. em questão. É evidente que o crescimento e a organização de
indústrias em formato de A.P.L.’s, é relevante porque evidencia uma estratégia política,
econômica, tecnológica e cultural, assim é um ambiente propício tanto para a implementação
de uma cultura informacional como para a execução do processo de I.C.O.
Assim, expostos os objetivos da pesquisa, faz-se necessário explanar sobre
os conceitos, definições e entendimentos apresentados em textos e estudos sobre o processo
de inteligência competitiva organizacional, os quais são necessários para as diversas etapas da
pesquisa.
Inteligência Competitiva Organizacional
Muito se discute a respeito da velocidade das mudanças que ocorrem no
ambiente das empresas e como isso afeta o desempenho das organizações. Essas mudanças
interferem e advém de fatores: sociais, econômicos, políticos e, principalmente, tecnológicos.
As organizações estão sujeitas a esse ambiente caracterizado por grande
fluxo de informação, conhecimento e pela competitividade, no qual existem ameaças e
oportunidades para o negócio. A abordagem da qual a organização retira seus parâmetros para
a ação depende da forma reativa ou pró-ativa como procura conhecer e trabalhar as
informações presentes nesse ambiente. As organizações atuam no paradigma da economia da
informação (MORESI, 2001, p.35), o que exige esforços para gerenciar a informação como
insumo para a I.C.O.
Existe a permanente preocupação, por parte das organizações inseridas na
I.C.O., com o gerenciamento da informação voltada para a competitividade. O conhecimento
também é foco desse tipo de estudo, principalmente quando produzido internamente à
organização. A questão está em aproveitar ao máximo os recursos para conhecer e monitorar
o ambiente interno e externo da organização.
Para Moresi (2001, p.43), cuja concepção de monitoramento encontra-se
semelhante em Rezende (2001, p.3), a I.C.O. surge para suprir a necessidade de conhecer o
próprio ambiente, por meio de um sistema que possa monitorá-lo. Desse modo, a inerente
complexidade do ambiente pode ser sanada, em certos aspectos, por meio da percepção,
descoberta e investigação de sinais que representam ameaça ou oportunidade, quando
referente ao ambiente externo e, forças ou fraquezas percebidas no ambiente interno.
Valentim et al. (2003, p.1) e Valentim et al. (2005) evidencia a necessidade
do monitoramento, bem como o produto obtido desse monitoramento, porquanto se
fundamenta em atividades de diminuição de riscos e maximização das oportunidades futuras,
relacionadas ao ambiente no qual a organização está imersa, visando o macro e o micro
ambiente. Para Moresi (2001, p.44), trabalhar o ciclo da informação gera inovação,
conhecimento e capacidade de atuação a partir do conhecimento produzido na própria
organização.
A I.C.O. na concepção de Choo (apud MORESI, 2001, p.44), é um ciclo
contínuo de aprendizado realizado por meio de sensoriamento, de percepção e de
interpretação. Os dois últimos estão ligados à memória da organização. O ciclo é reiniciado
no que ele denomina de comportamento adaptativo. O sensoriamento é o monitoramento ou
busca de informações no ambiente. A percepção individual ou coletiva utiliza-se da memória
organizacional, para o estabelecimento de cenários e a caracterização de concorrentes. A
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principal atividade é concernente à interpretação, visto que explica os significados dos
fenômenos que ocorrem ou ocorreram em qualquer tempo no âmbito organizacional. Dessa
forma, as oportunidades futuras podem ser percebidas antecipadamente. Essa última atividade
depende expressamente da socialização de informação e conhecimento entre as pessoas,
porque é um processo social e se concretiza nas trocas de informação.
A I.C.O. é significante dentro do contexto competitivo de atuação das
organizações e da difundida valorização da informação e do conhecimento por diversos
segmentos da sociedade, incluindo esforços do Estado, manifestados no livro Sociedade da
Informação no Brasil (MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2000). Como dito
anteriormente, a I.C.O. auxilia a organização na prevenção contra o impacto negativo das
mudanças freqüentes do ambiente, e é diretamente dependente de muitos processos,
possuindo em sua base orientadora a cultura organizacional com aspectos mais voltados à
gestão da informação e a geração de conhecimento, por isso, caracterizada como cultura
organizacional voltada ao uso das TIC’s e ciclo da informação.
A Cultura Organizacional e Informacional: a relevância para o processo de ICO
Para compreender a cultura informacional, faz-se necessário que o resgate
teórico inicialmente seja obtido no tema da cultura organizacional. Aspectos históricos e a
teorização sobre a cultura organizacional são discutidos no trabalho de Martin e Frost (2001)
no qual retoma as linhas de pesquisa e os precursores, bem como o conjunto de preceitos que
as diferenciam, delimitando cinco linhas de pesquisa e demonstrando o confronto que existe
nos estudos. Essa segmentação da teoria da cultura organizacional tem efeito na infindável
discussão, bem como nas centenas de definições sobre o tema. Diferentes autores
(SMIRCICH, 1983; GARAY, 2000; CUCHE, 2002; CAVEDON, 2003) trazem à luz,
antecedentes dos estudos da cultura para a empresa das áreas da Antropologia, da Sociologia e
da Psicologia, e afirmam que essas áreas são os principais influenciadores dos conceitos e
metodologias aplicados aos estudos organizacionais. Muitos fenômenos têm sua perspectiva
reduzida nos estudos; outros ressaltam determinados elementos e processos culturais para
evidenciar as correntes teóricas adotadas. A implicação dessas diferentes abordagens é
percebida na simplificação e no tratamento do tema e na metodologia proposta em cada
trabalho, artigo ou relato de pesquisa.
Os estudos da cultura organizacional possuem em sua origem as áreas da
Antropologia, da Sociologia e da Psicologia. Smircich (1983) expõe esses antecedentes nas
pesquisas realizadas em cultura organizacional, relacionando-os aos Estudos Organizacionais.
Cinco linhas teóricas emergem dessa convergência, impondo, além dessa divisão em linhas, a
observação da cultura da organização como metáfora ou como variável.
Morin apesar de não discutir em seus textos o tema da cultura pertinente às
empresas, mas da complexidade que existe na construção do conhecimento, dos sistemas
culturais dos indivíduos quando interagem em sociedade, afirma:
A cultura é o que permite aprender e conhecer, mas também é o que impede de
aprender e de conhecer fora dos seus imperativos e das suas normas, havendo, então,
antagonismos entre o espírito autônomo e sua cultura (MORIN, 2003, p.36).
Essas idéias confirmam a essencialidade e importância da cultura
organizacional perante os demais aspectos do processo de I.C.O., pois dependem
incondicionalmente do conhecimento construído pelas pessoas. Nesse sentido, a cultura
organizacional deve ser vista como o alicerce desse modelo de gestão, que é a ICO,
facilitando ou impedindo a aprendizagem dos indivíduos.
Há que se considerar a complexidade e a relevância da cultura
organizacional, no sentido de que ela é um fenômeno que representa a história de um grupo,
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construído na interação entre os indivíduos e que não permanece estática e alheia às
transformações do ambiente. Schein (2001), considerado um importante autor e condutor de
estudos da cultura organizacional, cuja definição é citada na maioria dos trabalhos e artigos
sobre o tema, abarca em sua perspectiva, diversas correntes e fundamenta-se nas três áreas de
origem dos estudos do tema, mencionadas anteriormente, ou seja, a cultura não se resume a
um único elemento ou processo isolado mais relevante, mas, sobretudo, da interação e
interdependência entre seus níveis. Seu pensamento não é consensual entre os estudiosos. As
principais críticas encontradas sobre sua compreensão de cultura organizacional, por exemplo,
em Silva e Zanelli (2004, p.412), mencionam os problemas metodológicos da adoção de
várias tendências, procedências e perspectivas de correntes da teoria.
Mesmo considerando pertinentes os problemas contidos na definição e
entendimento de Schein, julga-se necessário fazer menção à estrutura da cultura, proposta por
ele, na qual segmenta a cultura organizacional em três níveis de completa influência mútua,
quais sejam (SCHEIN, 2001, p.32): a) os artefatos (estruturas e processos organizacionais
visíveis); b) valores casados (estratégias, objetivos, filosofias entendidas como as
justificativas adotadas); c) certezas básicas fundamentais (inconsciente, crença, percepções,
pensamentos e sentimentos pressupostos).
A proposta de Schein (2001) para investigar a cultura organizacional, pode
ser resumida em quatro pontos principais, os quais transparecem a necessidade de utilizar
técnicas diferentes para coletar dados e informações, o que possibilita maior aprofundamento
e proximidade quanto a verdadeira dinâmica e estrutura da cultura organizacional. Os pontos
são indicados a seguir: a) Análise da socialização, por meio da qual os membros
experimentam e internalizam os elementos e processo culturais quando ingressam e
participam da organização; b) Análise de incidentes críticos e respectivos comportamentos
pertencentes à história da organização; c) Análise das crenças, dos valores e das convicções
dos fundadores e dos líderes responsáveis pela criação da cultura; d) Análise junto às pessoas
da organização, das irregularidades ou características, observadas ou descobertas, nas
entrevistas realizadas junto aos indivíduos da empresa.
Contrariamente às criticas, Fleury (1989, p.20) afirma que Schein possui
uma proposta metodológica pertinente aos problemas aferidos pelas pesquisas, mas sugere
que os estudos contemplem também o aspecto do poder como elemento cultural. Nessa linha,
Srour (1998) também destaca o poder, bem como a ética, como elementos da cultura, cuja
abordagem é necessária. Motta (1995), por exemplo, afirma que a cultura é um instrumento de
controle, complementando a discussão sobre o poder na cultura. Encontram-se na literatura,
estudos que abordam a cultura em sua totalidade, como somatório das opiniões individuais; ao
contrário, existem os estudos que focalizam as subculturas, tidas como as culturas dos grupos
que atuam nas organizações. Essa última seria a abordagem mais frequentemente encontrada
na literatura dos estudos na área da Sociologia (CUCHE, 2002), bem como em Morgan (1996,
p.125) e em Thévenet (apud MEYER, CHANG JR., SERRA, 1998, p.3).
A relevância do pensamento de Schein (2001, p.40) para a I.C.O. reside no
fato de explicitar a importância do contexto competitivo para as empresas, os problemas
decorrentes da mudança e o motivo da resistência das pessoas frente a novas perspectivas.
A cultura representa a realidade organizacional, conforme já foi mencionado
anteriormente, porque é por meio dela que as pessoas interpretam os fenômenos do mundo
organizacional, como os acontecimentos que podem ser observados e experimentados pelos
indivíduos. É através da cultura organizacional que esses fenômenos ganham importância,
tanto individualmente quanto coletivamente.
A cultura informacional é representada como um dos sustentáculos da
I.C.O., justamente por que depende dos indivíduos para que se efetive. Behnke e Slayton
(2002, p. 60) afirmam que a I.C.O., em parte, “[...] é uma questão cultural”. Dessa forma, a
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cultura da I.C.O. pode ser entendida como orientada para o compartilhamento, comunicação e
transmissão de informação e de conhecimento.
Para finalizar o entendimento do tema da cultura organizacional voltada à
informação, busca-se anteparo no entendimento de Davenport e Prusak (1998), quanto à
relevância da cultura informacional para o ambiente competitivo visando à comunicação da
informação para a organização. Os autores definem a cultura informacional como “[...] o
padrão de comportamentos e atitudes que expressam a orientação informacional de uma
empresa” (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p.110).
Percebe-se que a I.C.O. está inserida nesse mesmo contexto, caracterizado
por Davenport e Prusak (1998). A abordagem e a ênfase sobre esse tema cresceu na década
1990, e pode ser explicada como um fenômeno e processo social, porque depende dos
indivíduos para ser criada e utilizada (MORESI, 2001, p.35).
Portanto, a cultura informacional é uma construção conjunta e
compartilhada de elementos, quais sejam os valores, as normas, os ritos, os mitos, as crenças,
enfim, é a ideologia que alicerça a organização. É dela que se extrai o padrão de
comportamento, considerado mais correto, para socializar os indivíduos, em certos aspectos
impondo ou induzindo, em outros retirados como produto da relação social, a atuarem na
mesma orientação e objetivos da organização, bem como na relação com as TIC’s, na
produção e uso de informação e conhecimento.
Não serão expostos nessa discussão os procedimentos metodológicos
detalhadamente, apenas mencionar-se-á que a pesquisa constitui-se em duas etapas. A
primeira é descritiva exploratória, porquanto visa obter um diagnóstico geral da presença ou
não do processo de I.C.O., bem como dos elementos e processos constitutivos da cultura
informacional no A.P.L. Num segundo momento, aprofunda o estudo em uma organização,
selecionada dentre as que compõem o A.P.L., utilizando-se do método de pesquisa ‘estudo de
caso’, que segundo a afirmação de Yin (apud ROESCH, 1999, p.155): “[...] é uma estratégia
de pesquisa que busca examinar um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto”. Como
técnica de coleta de dados para a primeira etapa, optou-se pelo questionário estruturado com
questões fechadas. Para a segunda etapa, serão realizadas entrevistas, partindo-se de um
roteiro de entrevista estruturado anteriormente, visto que contém categorias mais gerais e
abrangentes sobre o tema. Para realizar a análise dos dados obtidos, será aplicada a ‘análise de
conteúdo’ visando discutir as categorias temáticas pré-determinadas.
Na primeira etapa, os pesquisados poderão responder ao questionário sem a
presença da pesquisadora. Contudo, na segunda etapa, no que se refere ao contato com
documentos e com os entrevistados, necessita-se da presença da pesquisadora. Por isso, as
entrevistas serão marcadas previamente, assim como a gravação será realizada apenas com a
autorização e o consentimento do pesquisado. Utilizar-se-á, na primeira etapa, uma amostra
do universo pesquisado, distribuída por diferentes níveis hierárquicos. As entrevistas, na
segunda etapa, serão realizadas a partir da seleção das amostras mais pertinentes ao estudo. A
gravação da entrevista assegurará a fidedignidade e retenção de um maior número de
informações para a posterior análise.
Os procedimentos metodológicos se apóiam na ‘análise de conteúdo’ que
tem como objetivo fazer emergir aspectos subjetivos do conteúdo analisado, seja pela análise
do contexto, da presença ou ausência de unidades de análise, por meio de categorias
temáticas, que podem ser pré-definidas. A análise de conteúdo é definida como:
[...] conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por
procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens,
indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos
relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens
(BARDIN, c1977, p.42).
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Os procedimentos éticos são necessários, para garantir aos sujeitos
pesquisados o anonimato, bem como maior motivação para colaborar com a pesquisa. Dessa
forma, a pesquisa estará pautada nos procedimentos recomendados pelo Conselho Nacional
de Saúde, resolução n° 196/1996 que regulamenta as pesquisas envolvendo seres humanos.
Os procedimentos usados pela pesquisa serão: disponibilizar aos entrevistados um termo de
consentimento livre e esclarecido sobre a pesquisa e; disponibilizar um termo de
esclarecimento e consentimento sobre a pesquisa no(s) local (is) do estudo.
Considerações Finais
A cultura organizacional, bem como os demais temas relacionados a ela,
como as questões sobre poder, burocracia, trabalho, entre outros, demonstram as relações
hierárquicas, conflitos e vínculos inerentes à estrutura organizacional As questões levantadas
sobre esses temas demarcam, como mencionado anteriormente, interesses de áreas diversas,
como a Administração, Psicologia, Sociologia, entre outras. Nesse sentido, Sainsaulieu
(2006), no capítulo introdutório de livro dedicado a analisar a empresa sob o prisma da
sociologia, enfatiza as questões da cultura organizacional, ou de empresa, considerando-a
como o pano de fundo para o desempenho e sucesso da empresa. Há que se considerar o
estudo da cultura organizacional relevante
[...] numa economia concorrencial de mercado onde os meios da tecnologia, das
finanças e da comunicação levam a uma neutralização muito rápida da vantagem
concorrencial fundada na exploração de uma abertura, o controle dos canais
específicos de seu desenvolvimento social podem tornar-se a verdadeira vantagem
competitiva da empresa (SAINSAULIEU, 2006, p.27).
Nesse sentido, mesmo que a discussão desse autor não mencione vínculos
com a I.C.O., é claramente possível trazer suas idéias para o contexto competitivo desse
processo, além de confirmar que a cultura organizacional é considerada de extrema
relevância, bem como se posiciona num movimento que procura entender a organização,
destacando o papel das pessoas no sucesso corporativo.
Desse modo, a cultura organizacional é entendida de forma mais abrangente
do que a cultura informacional. Enquanto a primeira se perfaz de elementos tais como valores,
ritos, mitos, normas e interditos, crenças, histórias, heróis, estratégias, entre outros, bem como
de processos podendo ser citados alguns como a liderança, a aprendizagem, a socialização; a
segunda, a cultura informacional, assume um direcionamento que contempla tanto os
elementos como os processos, as nuances e os propósitos voltados ao ciclo e comportamento
informacional, por isso, a necessidade de abordar a cultura organizacional sob o prisma da
Ciência da Informação.
Sendo assim, é coerente afirmar que a cultura organizacional é a dimensão
que possibilita o processo de I.C.O. Esta por sua vez induz orientações e direcionamentos na
cultura organizacional, visto que esta não é imune aos efeitos e influências do ambiente e da
estrutura da empresa.
Portanto, de forma resumida, o processo de I.C.O. pode ser entendido como
a melhor maneira para buscar, criar e usar as informações e conhecimentos por uma
organização. Para isso, depende de dois fatores: a tecnologia e as pessoas. A necessidade de
aprofundar o estudo sobre a relação entre esses fatores é evidente, porque além de extrapolar
questões de ordem prática e de possibilidade de mensuração, tal como as tradicionais
abordagens sobre as tecnologias de informação e comunicação e competitividade, torna
evidente a complexidade entre as relações humanas, as TIC’s, a informação e o
conhecimento.
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As contribuições da pesquisa seguem no sentido de possibilitar maior
compreensão do fenômeno social e cultural e a relação desses com as tecnologias da
informação e comunicação no âmbito corporativo, praticados tanto no ciclo informacional
como no processo de construção e uso do conhecimento. Dessa forma, esse estudo é
necessário na medida em que proporciona maior atenção em relação ao envolvimento do
usuário/produtor da informação com a tecnologia da informação e comunicação, ressaltando a
importância da cultura organizacional e informacional no tratamento da informação.
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